O Projeto de Lei que institui o Dia Nacional do Brega foi aprovado pela Comissão de Educação do Senado nesta terça-feira (1º) e agora aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A proposta, que tem como autor o líder do PSB na Câmara, Pedro Campos, visa celebrar o movimento cultural do brega, com a data sendo comemorada anualmente em 14 de fevereiro, data de nascimento do icônico cantor Reginaldo Rossi.
Na Câmara, o projeto foi relatado pelo deputado Felipe Carreras (PSB-PE), enquanto no Senado a relatoria ficou a cargo da senadora Augusta Brito (PT-CE). O deputado Pedro Campos ressaltou a resistência do movimento brega, que, apesar das tentativas de marginalização por suas raízes periféricas, conseguiu se consolidar como uma importante expressão cultural. “O movimento é ritmo, mas também identidade e oportunidade“, afirmou o parlamentar.
Para o pesquisador Thiago Soares, a aprovação do projeto é um marco significativo para o brega. Segundo ele, a iniciativa traz um reconhecimento oficial de uma cultura que foi muitas vezes marginalizada. “A iniciativa representa um olhar do poder público sobre uma cultura periférica, e abre espaço para um debate mais amplo sobre a redução dos estigmas associados a essas formas culturais“, destacou Soares.
O objetivo do projeto é dar visibilidade ao movimento, fomentar debates sobre sua importância e incentivar a implementação de políticas públicas que promovam o brega e sua cadeia cultural e econômica no cenário nacional.
O brega, que surgiu na década de 1960, originou-se nas camadas populares, com músicas românticas simples e de fácil melodia. Inicialmente, o termo “brega” era usado de forma pejorativa para caracterizar a música romântica popular de baixa qualidade, mas com o tempo o estilo se firmou, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, com grande destaque para os estados do Pará e Pernambuco.